A desistência do ex-prefeito Rodrigo Hagge da disputa à Assembleia Legislativa já causou um estrago sísmico no próprio grupo familiar, mas o maior dano colateral dessa novela recai sobre os ombros de ACM Neto (União).
Com a saída de Rodrigo do páreo a deputado estadual, ACM Neto perde o seu principal carro-chefe e o palanque estratégico que sustentaria a oposição em toda a região de Itapetinga.
Enquanto ACM Neto amarga o prejuízo de perder sua principal vitrine na região itapetinguense, o governador Jerônimo Rodrigues e o bloco governista assistem ao cenário ideal cair no colo de graça.
Para piorar a situação da oposição, o atual prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge (MDB), tio e desafeto político de Rodrigo, selou o apoio à chapa petista na cidade. Com o clã rachado e a oposição sem liderança de massa nas urnas, o caminho ficou livre para consolidar a força dos petistas na região, empurrando o projeto de ACM Neto para o escanteio.
No fim das contas, a aposta de Rodrigo Hagge deixou a oposição a ver navios. E para ACM Neto, fica a lição amarga dos bastidores: em eleição majoritária e polarizada, perder o palanque regional é o mesmo que entrar em campo sabendo que o jogo já está perdido.
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