Uma semana depois da divulgação da primeira pesquisa registrada para o Governo da Bahia indicando ampla vantagem de Jerônimo Rodrigues sobre ACM Neto, um novo levantamento trouxe um cenário completamente diferente. Desta vez, o Instituto Séculus apresentou números que colocam ACM Neto na liderança, com 48,28% das intenções de voto, contra 31,15% do atual governador .
A divulgação reacendeu discussões sobre a credibilidade do instituto, cuja atuação nas eleições de 2022 foi alvo de questionamentos. Naquele ano, a Séculus apontou, em julho, ACM Neto com 60,9% das intenções de voto, enquanto Jerônimo aparecia com apenas 13%. Em setembro, já às vésperas da votação, o instituto manteve a projeção de vantagem expressiva para Neto. O resultado final, porém, mostrou Jerônimo à frente com 49,7%, enquanto Neto obteve 40,8% — uma diferença muito superior à margem de erro declarada, que variava entre 2,5% e 3%.
A discrepância registrada em 2022 ultrapassou 20 pontos no caso de ACM Neto e chegou a mais de 26 pontos em relação a Jerônimo. Em termos técnicos, o desvio foi de sete a dez vezes maior que o limite informado pelo próprio instituto. O episódio colocou a Séculus em posição isolada no mercado de pesquisas, já que institutos como Datafolha, Ipec e Quaest apontavam, naquele período, uma disputa cada vez mais acirrada entre os candidatos.
Diante desse histórico, a nova pesquisa que recoloca ACM Neto na liderança volta a gerar desconfiança entre analistas e setores políticos. A diferença entre os levantamentos divulgados em curto intervalo — e a lembrança das projeções de 2022 — reforçam o debate sobre metodologia, amostragem e transparência na produção de pesquisas eleitorais no estado.
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