Há quem diga que o setor da educação é um campo de flores. Outros, mais realistas, preferem compará-lo a um campo minado. Em Itarantim, porém, ele parece mais com um palco de teatro grego, onde alguns atores mudam, mas o enredo permanece o mesmo, repetido com a fidelidade de um ritual dionisíaco.
E eis que aconteceu a Jornada Pedagógica, anunciada como o marco inaugural de um “novo ciclo”. Novo, claro, no mesmo sentido em que Nietzsche falava do 'Eterno Retorno': tudo volta, tudo se repete, mas com personagens ligeiramente diferentes e um entusiasmo renovado, pelo menos até o primeiro conflito.
Os “novos técnicos” da verdade pedagógica
Com a solenidade de quem assume o Olimpo, um novo grupo tomou oficialmente os destinos da educação municipal. E, como a vida é uma professora mais sábia do que qualquer manual de didática, ela tratou de oferecer sua primeira lição: os outrora que se diziam perseguidos agora ocupam as primeiras cadeiras e/ou são apresentados ao público, irradiando a luz própria de quem finalmente se vê como o centro da educação.
Enquanto isso, aqueles que até há alguns meses ditavam o ritmo da educação, e caminhavam com a segurança de quem se acreditava imbatível, simplesmente desapareceram da Jornada. Talvez por prudência. Talvez por decepção. Talvez por perceberem que, na dialética hegeliana da política local, o espírito do tempo já não soprava a seu favor.
Carlos Drummond, sempre atual
O grande Drummond, com sua ironia mineira, já havia resumido tudo quando disse: “Êta vida besta, meu Deus.”
Mal sabia ele que, décadas depois, a antítese de sua frase serviria como epígrafe perfeita para o novo ciclo da educação de Itarantim. Porque a vida, essa velha pedagoga, é sábia demais, e adora ver o mundo girar.
Os que “quebravam” vidraças agora são vitrines. Os que eram vitrines agora recolhem os cacos de suas vidraças quebradas. E os que carregavam "pedras nas mãos e nos bolsos" agora tremem diante da possibilidade de serem alvejados por elas.
Pedagogia das Pedras: Paulo Freire não previu essa
Se Paulo Freire defendia o diálogo, a escuta sensível e a construção coletiva do saber, em Itarantim, alguns parecem ter desenvolvido sua própria corrente pedagógica: a "Pedagogia das Pedradas".
Antes, criticavam-se como arautos da verdade. Agora, temem-se a crítica como quem teme um raio.
Antes, denunciavam-se perseguição. Agora, prometem-se empatia - aquela mesma empatia que, curiosamente, só floresce quando se está no topo da hierarquia ou em papéis de destaque.
É a velha máxima de Rousseau revisitada: “O homem nasce bom, mas a gestão pública o corrompe.”
O novo ciclo - ou o velho ciclo com maquiagem nova
O discurso oficial fala em “novo ciclo”, “harmonia”, “comunicação empática” e outras expressões que fariam Comênio sorrir e Durkheim aplaudir. Mas a prática - ah, a prática - essa sempre revela mais do que qualquer tema central.
Porque agora veremos:
- Se os que criticavam serão humildes ao serem criticados.
- Se os que se diziam perseguidos resistirão à tentação de perseguir.
- Se os que clamavam por justiça evitarão cometer injustiças.
- Se a tal “comunicação empática” sobreviverá ao primeiro desentendimento e embate pedagógico.
Afinal, como diria Foucault em sua obra ‘Vigiar e Punir’, o poder não transforma apenas estruturas, transforma pessoas. E, em Itarantim, o poder e o convívio educacional parecem ter um talento especial para revelar o que cada um realmente é.
Conviver: o verdadeiro desafio pedagógico
Fazer pedagógico? Fácil. Conviver pedagogicamente? Aí está o abismo.
É no convívio escolar que se testa a empatia, testam as virtudes, que se revelam as incoerências, que se expõem as fragilidades. É no cotidiano - e não nos discursos ou temas centrais - que se vê se o “novo ciclo” é realmente novo ou apenas o “Eterno Retorno” definido por Friedrich Nietzsche.
Esse escritor é dia uma inteligência espetacular!!! Para bom entendedor meias palavras basta!!! Quem tem ouvidos ouça e quem é sagaz intérprete!
ResponderExcluirO novo secretário é uma pessoa humilde principalmente tratou todos nós com respeito principalmente a equipe nossa de apoio que nunca fomos tratados bem. Ele só precisa abrir o olho porque tem gente dentro da equipe dele que logo vai querer o cargo dele
ResponderExcluirAproveitando essa matéria de grande informação e de uma verdade extrema , gostaria como professora do município concursada a anos, quero deixar aqui a minha indignação sobre o tema seleção de diretores. Temos o direito de democracia exigimos que essa seleção seja na verdade uma eleição, pois estamos presenciando pessoas da própria comissão do prefeito articulando para que na vdd essa seleção seja a escolha do povo que eles querem. Precisamos que o prefeito Fábio Gusmão se posicione junto ao secretário para que possamos ter um ato de democracia, queremos eleições e não seleção .
ResponderExcluirTime que está ganhando não mexe.Quero deixar aqui a minha indignação como mãe de aluno meu filho estuda na Creche Tia Geni e nunca fui tão bem acolhida a escola hoje é outra a equipe deu certo.Acorda prefeito,o povo que querem colocar lá maltratava todo mundo.
ResponderExcluirO Lourival a Creche Tia Geni o Damasceno brilhou demais,voltar os antigos pq ?
ResponderExcluirFabio quem manda é você,o próprio povo do grupo querendo derrubar a galera do próprio grupo.
Amor pela educação?
Ou sede de vingança ?
Gente que faz parte da Educação ligando para o povo contra se candidatar….
ResponderExcluirFabio dê o tapa na mesa não deixe isso acontecer.
O mesmo que vc está fazendo isso,não sabe tratar os colegas de trabalho não deu certo em lugar nenhum.
Sou concursada e trabalho na creche Tia Geni.
ResponderExcluirQuero parabenizar a equipe gestora pela competência,humildade nos trouxe paz e vontade de trabalhar com alegria e respeito,éramos perseguidos ali, e hoje trabalhamos com amor e dedicação.Fabio olhe por nós que estamos ali todos os dias sendo tratado com muito respeito.
O Lourival hoje está sendo uma referência, a atual gestora Alessandra deixou um legado de respeito com os funcionários e pais de alunos. Porém vivemos em disputas políticas e disputas de vingancas espero muito que quem assumir o Lourival tenha plena consciência que vai superar o que a equipe gestora tem feito. Pois vamos unir os pais para lutar pela democracia, porque eleições são democracia e estamos vivenciando um ato de politicagem na educação de Itarantim. O que vem aparecendo que o governo de Fábio está dividido em dois grupos.
ResponderExcluirQuero aqui fazer um apelo ao prefeito
ResponderExcluirEstamos trabalhando no Tenente satisfeito,quando a atual gestora assumiu Tenente ficou claro,iluminado e muito bom pra trabalhar… Linda fez ficar com cara de escola particular pra o Tenente…todavia a inveja vem mais Deus está vendo tudo o que estão tramando,esses novos aí só tem sede de vingança.
Ta parecendo que são dois grupos em um só….
ResponderExcluirO que adianta fazer de tudo pra prejudicar as pessoas que estão trabalhando bem.
Quero ver o mar pegar fogo para eu comer peixe frito kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ExcluirPrefeito não permita a esse grupo cometer os mesmos erros do grupo que saiu do poder da educação. Não permita mudanças por vaidade e perseguição que é o que alguns desses ai sabem fazer, perseguir. Já tem gente doente e tremendo de medo do que virá desses aí.
ResponderExcluirA educação de Itarantim vai viver um novo tempo totalmente diferente do viveu antes era muita perseguição e medo. Deus vai abençoar essa nova equipe para cuidar da nossa educação e dos profissionais quem viver verá
ResponderExcluiracho q vc deve fazer parte desse novo grupo que domina a educação ou deve ser muito ingenuo para acreditar nisso, acorda pra vida anônimo
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