O duplo terramoto que devastou a Venezuela há duas semanas já provocou 3.811 mortos, mais de 16.700 feridos e milhares de desaparecidos. Dezenas de milhares de pessoas continuam envolvidas nos trabalhos de busca e o país procura mobilizar ajuda internacional para enfrentar a emergência.
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou na quarta-feira um apelo urgente para angariar 296 milhões de dólares destinados a financiar as operações de emergência após o terramoto.
Segundo a ONU, estes fundos vão permitir prestar assistência a 1,3 milhões de pessoas nos próximos seis meses, num dos piores desastres naturais registados na América Latina nas últimas décadas. As autoridades venezuelanas estimam que 17.907 pessoas tenham perdido as suas habitações, tendo sido resgatadas com vida 6.462 pessoas desde que ocorreu o terramoto. Entre as vítimas mortais contam-se 36 cidadãos espanhóis, segundo o último balanço oficial.
Os trabalhos de busca prosseguem sem descanso, com cerca de 30.000 voluntários e equipas de emergência destacadas entre os escombros de as zonas mais afetadas. Em cidades como La Guaira, familiares das vítimas continuam a escavar entre edifícios destruídos na esperança de encontrar os seus entes queridos.
A ONU estima que o terramoto provocou danos materiais no valor de 6.700 milhões de dólares, uma quantia equivalente a cerca de 6% do produto interno bruto venezuelano. O aeroporto internacional que serve Caracas continua fechado aos voos comerciais devido aos danos sofridos durante o terramoto.
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