A cena política baiana ganhou
novos contornos nos últimos dias com a decisão do ex-prefeito de Salvador, ACM
Neto (UB), de se afastar do senador Flávio Bolsonaro (PL) e declarar
alinhamento político com Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, para a
disputa presidencial de 2026.
O movimento, considerado
arriscado por aliados, foi recebido com forte reação dos bolsonaristas.
Deputados estaduais e federais do PL da Bahia já sinalizaram que podem negar
palanque a Neto no estado, evidenciando o desgaste da relação.
Nos bastidores, a escolha é vista
como um cálculo estratégico. Neto avalia que a associação ao bolsonarismo pode
comprometer suas chances de conquistar o governo baiano. O fator central é a
popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado: pesquisas
indicam que Lula mantém apoio superior a 70% do eleitorado baiano, tornando-se
praticamente imbatível em qualquer cenário local.
A leitura de Neto é que permanecer vinculado a Flávio Bolsonaro, nome rejeitado pela maioria dos baianos, poderia inviabilizar sua trajetória política já no primeiro turno. Ao se aproximar de Caiado, busca reposicionar sua imagem e ampliar o espaço de diálogo com setores que não se identificam com o bolsonarismo, mas também não estão alinhados ao PT.
Tudo indica que ACM Neto aprendeu a lição de que na Bahia ninguém vence se levantando contra LULA. Agora, é esperar para ver se a estratégia funciona.
Imagem do Idenuncias
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