O desembargador Dirceu
Santos, o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o
advogado Bruno Oliveira Castro foram alvos da Operação
Gemini, nesta segunda-feira (8), em Cuiabá, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem
de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Faissal, que teve o celular
apreendido pela PF, disse à imprensa que a operação não tem a ver com o mandato
como deputado e negou qualquer contato com os demais alvos. "Não nenhuma
transação econômica minha com ele [desembargador]. Desde que virei deputado e
saí do Tribunal de Justiça, eu perdi todo o meu contato e simplesmente me
afastei.
Já Bruno Castro, incluído na
investigação por ter atuado como advogado de uma das partes em um dos processos
alvo da operação, afirmou que se apresentou espontaneamente às autoridades para
prestar esclarecimentos, inclusive perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
e a Procuradoria-Geral da República.
"No que se refere aos
contatos a mim atribuídos, faz-se necessário esclarecer que estão
descontextualizados e não correspondem à realidade dos fatos. Jamais solicitei,
intermediei ou realizei qualquer tratativa ilícita", pontuou.
O TJMT informou que nenhum mandado foi cumprido na sede do Poder Judiciário e que o processo tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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