12 municípios baianos são investigados pelo MPF por desvio de recursos do Fundeb, veja quais são eles
Os 12 inquéritos se dividem conforme qual dessas duas regras teria sido descumprida, evidenciando dois blocos de problemas distintos por trás de um mesmo pacote de investigações. Confira:
1) Descumprimento em despesas de capital: Itanhém (2021), Itabela (2024 e 2025), Prado (2023), Ibirapuã (2023) e Itapebi (2022) são investigados especificamente por não terem aplicado o mínimo exigido em investimentos estruturais.
2) Descumprimento do Indicador de Educação Infantil: Itamaraju (2021), Teixeira de Freitas (2021), Vereda (2021) e Alcobaça (2021 e 2022) respondem por suposta insuficiência de aplicação em educação infantil.
3) Caso misto: Lajedão (2021) é o único apontado nas duas frentes simultaneamente, envolvendo capital e educação infantil.
4) Sem especificação de regra: Jucuruçu (2023) e Eunápolis (2021, 2022 e 2024) tiveram os inquéritos abertos sem que o texto detalhasse qual das duas condicionalidades foi violada, sugerindo que a irregularidade identificada pode ser mais genérica ou ainda estar em apuração mais ampla. Ainda segundo o MPF, Eunápolis envidencia o caso com o maior número de exercícios sob suspeita (três anos diferentes).
Mesmo rito
As diligências determinadas seguem, munícipio a município, o mesmo roteiro, com ofício ao prefeito e ao secretário de educação, com prazo de 15 dias para prestar contas detalhadas. A manifestação deve apontar desde o reconhecimento (ou não) do descumprimento apontado até a comprovação de despesas empenhadas, liquidadas e pagas, passando por eventual plano de recomposição dos valores mal aplicados.
O procurador ainda recomendou ofícios aos Tribunais de Contas estadual e da União, em busca de auditorias e achados prévios para identificar outras irregularidades relacionadas, além de levantamentos em sistemas e portais de transparência. O MPF ainda avalia confeccionar uma recomendação ou termo de ajustamento de conduta (TAC) para recompor a finalidade dos recursos, com cronograma e cláusula de responsabilização.
Diante dos inquéritos, o órgão sustenta que existe a possibilidade de ingressar com ação civil pública em caso de omissão ou resistência dos municípios, com possíveis desdobramentos nas esferas criminal e administrativa, "caso surjam indícios de dolo, fraude ou dano ao erário".
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