Governo Federal registra 45 casos de violência política com 10 mortes de eleitores de Lula após eleição
O governo federal contabiliza 10 homicídios por motivação política desde sábado (24). Segundo o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), todos os casos que chegaram ao governo foram contra apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito no domingo (25.out).
Os episódios se intensificaram no domingo (25), depois do resultado vitorioso do petista, e continuaram a ser registrados até 3ª feira (27). Das 10 vítimas, 3 são indígenas.
Os casos incluem ainda:
7 atropelamentos intencionais;
14 agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos;
5 disparos e atentados com armas de fogo;
5 casos de violência e coação contra povos indígenas;
6 casos de abuso de autoridade e violência policial.
Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina concentram o maior número de ocorrências, nessa ordem.
Os números foram anunciados durante entrevista coletiva no Ministério da Justiça, em Brasília, na 4ª feira (28). O encontro serviu para apresentar medidas de coordenação das investigações.
Para isso, o governo anunciou 3 frentes de resposta:
centralização das investigações na PGR (Procuradoria Geral da República); acionamento da Polícia Federal para identificar e prender os autores em cada caso; cobrança às corregedorias das polícias e aos Ministérios Públicos estaduais para afastar e punir policiais envolvidos.
O secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que a descentralização das atribuições entre diferentes instituições pode gerar impunidade. Segundo ele, as forças policiais deveriam garantir a “festa da democracia” e todas as corregedorias foram oficiadas.

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