PSDB volta a falar em Aécio de vice, no 2º turno

Dirigentes do PSDB discutiram na madrugada de ontem a hipótese de o mineiro Aécio Neves vir a assumir o posto de vice de José Serra, após a eventual renúncia de Índio da Costa, sem prejuízo dos seus direitos de senador eleito – a serem exercidos até a diplomação, em dezembro. Os tucanos pretendem conversar com Aécio para que ele autorize consulta ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a possibilidade. Um ex-ministro do TSE descarta Aécio como vice de Serra, agora: “Se eu fosse o juiz, negaria. Só se disputa um cargo, em cada eleição”. A hipótese de Marina Silva ou alguém do PV vir a compor a chapa de Serra também foi largada: o novo vice só pode sair da atual coligação.
Mas para ter o tucanato mineiro empenhado em sua campanha no segundo turno, o presidenciável José Serra (PSDB) terá de negociar muito. Ele foi a Minas nesta segunda (4) prestar solidariedade ao senador eleito Aécio Neves (PSDB), devido à morte de seu pai (Aécio Cunha), mas foi cobrado de compromissos de lançar o senador eleito Aécio Neves ao Planalto em 2014 e acabar com o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do INSS, instituído no governo FHC. A alta conta a ser paga tem o bônus de ter o principal cabo eleitoral do 2° maior colegiado do Brasil. O deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) acredita que um acordo simples político para preservar o projeto Aécio 2014 pode virar uma "onda maluca" a favor de Serra em Minas. "A força política do Aécio coloca o fim da reeleição na pauta", completa o segundo suplente do ex-governador no Senado, Tilden Santiago (PSB), que votou em Marina Silva (PV) no primeiro turno. "Se o Aécio me pedir para votar no Serra neste segundo turno, não terei como negar, mas é hora de o PSDB paulista se redimir e acabar com a reeleição", adverte Tilden. Informações do Estadão.

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