SUCESSÃO NA BAHIA: Os dois preferidos de Wagner

por Samuel Celestino

Brincadeira de poder ou confissão aberta, o fato é que o governador Jaques Wagner entrou no gabinete presidencial com Rui Costa e José Sérgio Gabrielli à tiracolo, acompanhando-o com escudeiros e cuidado das  suas funções. Talvez para descontração do ambiente, colocou nas mãos de Dilma a escolha, entre Rui Costa e Gabrielli, o candidato à sua sucessão, segundo a coluna “Tempo Presente” de A Tarde de ontem. Dilma preferiu sair de fininho, tornou-se magistrada e respondeu: “Eu não arbítrio este tipo de coisa”. Ora, se arbitrasse seria madrinha do candidato e corresponsável pela vitória ou pela derrota do escolhido, em 2014. Brincadeira sem graça para o senador Walter Pinheiro, que também é pretendente. Soube do “jogo de poder” pelo jornal. Não deve estar contente. De qualquer maneira, os dois citados podem ter a inclusão de Pinheiro. O vice Otto Alencar, desse modo, ficaria de fora, como já é de esperar, segundo os petistas. Afinal, se Otto concorrer e ganhar, o vitorioso na Bahia não será PT, mas sim o PSD, coisa que os petistas não querem pensar. Caiu, então, a ficha segundo a qual com a vitória de ACM Neto em Salvador e se Otto vier a ser candidato ao governo e vencer, o carlismo não renasce porque está sepultado e os tempos são outros. Mas a genética do poder baiano ficaria, no futuro, queira-se ou não, com origem em tempos passados. Uma situação que ainda vai criar problema para o governador Jaques Wagner, complicando a sua dor de cabeça. Que já não é pequena, diga-se.

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