Com Paulo Souto na disputa, ACM Neto demarca território

Foto: Valter Pontes/Arquivo/Secom

ACM Neto: nome do DEM ao governo
Há alguma dúvida de que eles estão jogando juntos? Depois de o prefeito ACM Neto (DEM) ter dito que a definição do candidato das oposições ao governo deveria ocorrer apenas após o Carnaval, eis que uma nota do colunista Ilimar Franco, na edição de hoje de O Globo, revela que Paulo Souto vai mesmo aceitar a candidatura a governador.
Detalhe: como Neto defendeu, o anúncio só deverá ocorrer no ano que vem. O nome do ex-governador baiano não lhe pertence mais. O presidente nacional do DEM, o senador José Agripino (RN), foi categórico na nota: “O projeto mais importante e viável de poder do DEM é a Bahia”. O que significa dizer que Souto terá apoio nacional, inclusive material, para tocar a campanha.
Com a divulgação da informação de que Souto será candidato, embora só anuncie no ano que vem, o DEM faz um importante e decisivo movimento frente a dois dos seus prováveis parceiros para 2014. O primeiro é o PMDB, onde o pré-candidato Geddel Vieira Lima vinha pressionando pela definição da candidatura das oposições agora, embora tenha admitido a possibilidade de apoiar o ex-governador.
O outro é o PSDB, que lançou como pré-candidato o ex-prefeito João Gualberto. Há informações de que o PSDB toparia de bom grado a candidatura de Souto, indicando Gualberto à sua vice. A dúvida, portanto, é o PMDB. Será que Geddel vai aceitar a vaga ao Senado para apoiar Souto ou decidirá marchar sozinho? Estaria disposto a apoiar a senadora Lídice da Mata (PSB)?
Tudo pode acontecer a partir do lance jogado pelo DEM de entrar na disputa com Paulo Souto. Só não se duvida de que o PSDB marchará ao seu lado na campanha desde logo, diferentemente do que fez no ano passado, quando se aliou a ACM Neto na sucessão à Prefeitura um mês depois do lançamento de sua candidatura.
Como disse Ilimar na nota de O Globo, Souto é o candidato do coração também dos tucanos, que estão no governo municipal. Com a entrada do ex-governador na disputa, o prefeito também desce a campo, com um nome de seu grupo, só que ao seu próprio tempo. O democrata marca o território, ao que tudo indica, disposto a pagar para ver.

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