A Câmara Municipal de Itapetinga recuou da proposta que previa a criação de um vale-alimentação mensal de R$ 2.500 para cada um dos 15 vereadores. A iniciativa, que circulava internamente, ganhou ampla visibilidade após ser divulgada pelo portal IDenuncias e repercutida por veículos estaduais, levando a Casa a suspender o avanço da medida.
O benefício permitiria que cada parlamentar utilizasse cerca de R$ 84 por dia em despesas alimentares custeadas pelo erário. Caso aprovado, o impacto anual estimado seria de aproximadamente R$ 450 mil. Atualmente, os vereadores já recebem um vale-combustível de R$ 1.500 mensais, cujo uso não exige prestação de contas. Somados, os dois auxílios ultrapassariam R$ 720 mil por ano, considerando taxas administrativas do cartão corporativo.
A divulgação dos valores gerou forte reação nas redes sociais e críticas de moradores, especialmente diante do salário parlamentar de R$ 13,4 mil e da rotina de duas sessões semanais. A repercussão negativa levou a Câmara a negar a intenção de implementar o benefício, classificando as informações como inverídicas. No entanto, a justificativa não foi suficiente para conter o desgaste, em razão de questionamentos já existentes sobre a transparência do vale-combustível.
Diante da combinação de críticas públicas, riscos legais e proximidade do período eleitoral, o Legislativo optou por retirar a proposta de pauta. Não há previsão de retomada da discussão.
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