PF planeja ampliar segurança de candidatos à Presidência em 2026 e pede R$ 200 milhões extras

A Polícia Federal elaborou um plano preliminar para ampliar as operações de segurança de candidatos à Presidência nas eleições de 2026 e solicitou um reforço de R$ 200 milhões no Orçamento. Os recursos seriam destinados à compra de sistemas antidrone, dispositivos de reconhecimento facial e à mobilização de 458 agentes.

Segundo o documento, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, ao Palácio do Planalto e à equipe econômica, a PF prevê que até dez candidatos demandem cobertura especial neste ciclo eleitoral. O plano poderá ser reavaliado caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirme eventual candidatura à reeleição.

Estrutura prevista

O plano detalha que:

  • 48 policiais atuarão na proteção de candidatos considerados mais expostos;
  • 24 agentes acompanharão presidenciáveis classificados como de menor risco;
  • 30 delegados serão responsáveis pela chefia das equipes;
  • 60 agentes integrarão ações de inteligência;
  • Até 316 policiais atuarão como operadores de proteção.

A PF afirma que o aumento do fundo eleitoral deve intensificar deslocamentos de campanha, exigindo mais gastos com diárias, passagens e logística. O órgão também pretende estruturar ou ampliar salas reservadas para autoridades em aeroportos.

Justificativas e contexto

No documento, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma que a ampliação da segurança reflete o “conturbado momento” vivido pelo país. Ele cita um cenário internacional marcado por conflitos e disputas comerciais, além de um ambiente político interno “extremamente polarizado” e permeado por questionamentos sobre a legitimidade das instituições.

A corporação destaca ainda o “histórico de violência” contra candidatos à Presidência e a possibilidade de hostilidades, como arremesso de objetos, bloqueios de carreatas e tentativas de desmoralização.

Equipamentos e custos

Dos R$ 200 milhões solicitados:

  • R$ 92 milhões seriam destinados à compra de 256 veículos blindados ou descaracterizados;
  • R$ 39,5 milhões financiariam sistemas antidrone EnforceAir e bloqueadores portáteis;
  • Cerca de R$ 50 milhões cobririam diárias, passagens e suprimentos.
A PF também prevê a aquisição de coletes balísticos velados, binóculos com câmera e dispositivos de reconhecimento facial.

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