Sem a BR Distribuidora, "consumidor fica chupando o dedo", critica o presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (20) os efeitos da privatização da BR Distribuidora sobre o controle dos preços dos combustíveis no Brasil. A declaração foi feita durante evento na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Segundo discurso apresentado no evento, Lula apontou que a ausência da distribuidora sob controle estatal compromete a capacidade de garantir que reduções ou aumentos definidos pela Petrobras cheguem ao consumidor final.

Durante sua fala, o presidente resgatou o histórico da criação da Petrobras e as disputas políticas em torno do setor energético. “Essa refinaria estava produzindo apenas 60% daquilo que tinha capacidade de produzir. Muitas vezes a gente esquece das coisas ruins que outros fizeram e acha que tudo sempre foi maravilhoso”, afirmou. Ele também relembrou a mobilização popular que levou à criação da estatal: “Até que o povo criou consciência e coragem e foi à rua para gritar e construir a Petrobras, dizendo que ‘o petróleo é nosso’”.

Lula criticou iniciativas passadas que, segundo ele, fragilizaram a empresa. “Mesmo depois de a Petrobras provando o sucesso que provou, sempre aparece alguém insinuando alguma desvantagem na Petrobras para vender um pedaço da Petrobras”, disse, citando tentativas de mudança no nome da companhia e a venda de ativos.

O evento em Betim marcou a visita do presidente à Regap e o anúncio de novos investimentos da Petrobras em Minas Gerais. A estatal prevê aplicar R$ 9 bilhões no estado, com estimativa de geração de 36 mil empregos. Dentro do Plano de Negócios 2026-2030, estão previstos R$ 3,8 bilhões em investimentos na refinaria, com potencial de criação de cerca de 8 mil postos de trabalho.

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