Convite ao pensar: A provocação de Zeza e a pergunta que interessa: Quem realmente representa a oposição em Itarantim?
A sessão ordinária da Câmara
Municipal de Itarantim, realizada na última terça-feira (7), poderia ter sido
apenas mais uma reunião protocolar. Mas bastou uma provocação do vereador Zeza
Gigante (PSB) para transformar o plenário em um pequeno laboratório político,
daqueles que revelam mais do que os envolvidos gostariam. A pergunta dirigida
ao presidente da Casa, Dudu dos Tutas (PSD), repercutiu rapidamente nos
bastidores. Afinal, nada desperta mais interesse do que uma oposição brigando…
com a própria oposição.
Zeza quis saber se Dudu seguiria
politicamente sozinho ou acompanhado de outros vereadores. Uma pergunta
inocente, claro, tão inocente quanto perguntar a alguém, no meio de uma festa,
por que está sentado sozinho. A intenção era evidente: expor a suposta
fragilidade da articulação política de Dudu, que já teve mais vereadores
circulando ao seu redor do que tem hoje.
A ironia do episódio é que Zeza,
ao apontar o dedo, esqueceu de olhar para a própria mão. Seu grupo político,
liderado pela ex-candidata Ana Paula Dantas (PP), enfrenta dificuldades muito semelhantes, ou, para ser
mais preciso, praticamente idênticas. No caso de Zeza, nem é preciso perguntar
se ele está sozinho no Legislativo: basta observar as votações da Casa, onde
seu “grupo político” raramente o acompanha, mesmo em pautas simples.
A oposição que se opõe… a si
mesma
O episódio apenas confirmou o que
muitos já percebiam: a oposição em Itarantim não é um bloco, mas um mosaico — e
um mosaico com peças que, no momento, não se encaixam muito bem.
- Dudu tenta se firmar como liderança independente,
apoiado no discurso de que tem o “apoio do povo”. É uma estratégia
clássica: quando faltam vereadores fervorosos, sobram aliados imaginários
nas ruas. Pelo menos até aqui, enquanto não chegam as urnas.
- Zeza tenta proteger seu grupo como referência
oposicionista, mas enfrenta resistência até mesmo entre vereadores que
deveriam ser seus pares.
Enquanto isso, o grupo da
ex-candidata Ana Paula, ao qual Zeza pertence, segue ausente do cenário
político, sem demonstrar força suficiente para atrair vereadores de forma
oficial. Se algum apoio surgir, será sem muito entusiasmo político.
O espelho que ninguém quer
encarar
A crítica de Zeza a Dudu funciona
como um “espelho político”: ao tentar expor a fragilidade de articulação do
colega, acabou revelando a própria. A oposição, que deveria unir força, parece mais empenhada em disputar quem
tem menos aliados, uma competição acirrada, diga-se de passagem.
Em votações simples, Zeza
frequentemente se vê isolado. Dudu, por sua vez, tenta compensar a falta de
vereadores com discursos sobre legitimidade popular. E Ana Paula e Joelan
tentam ocupar o mesmo espaço que, até agora, ninguém conseguiu preencher de forma
convincente.
A pergunta que o eleitor fará
— cedo ou tarde
No meio desse cenário, surge uma
pergunta inevitável: quem tem representado melhor a oposição até aqui?
Dudu? Zeza? Ana Paula? O grupo Itarantim Pode Mais? Joelan Sobrinho? Ou algum
nome que ainda não entrou em cena?
A resposta não virá de
provocações na tribuna, nem de discursos inflamados contra colegas. Ela será
construída a partir de critérios que o eleitor de oposição avalia em silêncio: Atuação
junto ao povo, coerência entre discurso e prática, presença efetiva nos debates
e capacidade real de articulação política.
É essa combinação que definirá
quem ocupará maior espaço na oposição nas próximas eleições, e não quem provoca
quem na Casa Legislativa.
O que está realmente em disputa
A provocação de Zeza a Dudu não é
um episódio isolado. É um sintoma de uma disputa maior: a luta por espaço
dentro de uma oposição fragmentada, onde cada liderança tenta se firmar como “a
verdadeira voz” contra o governo.
Zeza tenta conter o avanço de
Dudu. Dudu tenta se apresentar como nova liderança oposicionista. Ana Paula e
Joelan também tentam se posicionar no tabuleiro oposicionista.
A oposição, portanto, está longe de ser um bloco sólido. É um campo em ebulição, e, como todo campo vulcânico, pode produzir tanto calor quanto fumaça.
E, ao que tudo indica, esse "vulcão político" está apenas no começo da disputa interna.
A briga desse dois ai eu torço pela briga KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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