Convite ao Pensar: A Síntese da Audiência Pública — “Se não pode ser explorado, por que está sendo estudado?”
A AUDIÊNCIA PÚBLICA promovida
pela Comissão Popular de Meio Ambiente de Itarantim, em 29 de abril, tornou-se
um marco para o município. Sociedade civil, moradores da zona rural e da sede,
associações, autoridades e especialistas se reuniram para debater o futuro
ambiental da cidade. O tema – “Pesquisa Mineral em Itarantim: Quem Decide Sobre
Nosso Território?” – ganhou força com a pergunta da Promotora de Justiça, Dra.
Maria Imaculada: “Se não pode ser explorado, por que está sendo estudado?”
Ao longo de sua fala, a promotora
apresentou outros pontos jurídicos decisivos e deixou claro que a legislação
municipal é instrumento de proteção coletiva. Ao questionar a lógica de se
estudar áreas onde a exploração é proibida, a promotora expôs a contradição que
preocupa a comunidade e coloca em risco a segurança ambiental de Itarantim.
A denúncia do advogado Joaci
Cunha
Também Dr. Joaci Cunha, do
CEAS, contribuiu significativamente para o debate ao alertar que a empresa
integra um grupo internacional com ramificações em paraísos fiscais. Disse que
relatórios produzidos a partir das pesquisas realizadas são usados para atrair
investidores interessados em explorar as reservas de minerais críticos em
Itarantim.
Segundo o advogado, a pesquisa mineral realizada não é apenas um levantamento técnico: trata-se de uma estratégia para gerar informações valiosas e atrair investimentos, transformando o território local em alvo de especulação e risco ambiental.
As falas da promotora e do
advogado convergem para um ponto central: interesses econômicos poderosos
tentam se sobrepor à lei local e ao direito da comunidade de decidir sobre seu
território. Permitir pesquisas sem fiscalização rigorosa abre caminho para crimes ambientais irreversíveis, impactos sociais profundos e perda da
autonomia municipal.
A pergunta da promotora – “Se não
pode ser explorado, por que está sendo estudado?” – deve permanecer como alerta
ético e mantra de vida. A pesquisa, quando desconectada da legalidade, da
transparência e da vontade popular, torna-se o primeiro passo para a
especulação, exploração e o lucro privado.
Itarantim não pode ser reduzida a números em relatórios nacionais e internacionais. Grande parte de seu território é patrimônio ambiental e turístico, cuja preservação é condição essencial para a vida. Esse desafio, O MAIOR DE TODOS OS TEMPOS, está apenas começando, e só será vencido com união entre sociedade organizada, poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) e instituições de fiscalização e controle.
Por fim, como escreveu um renomado teólogo, filósofo e ambientalista em seu livro, 'O despertar da águia': "Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve a alguns e deixa perecer os demais. Desta vez ou nos salvamos todos, ou morremos todos".
Deus perdoa sempre, o homem às vezes, a natureza nunca" (ou variações como "a natureza nunca perdoa") é frequentemente atribuída ao Papa Francisco. Sendo assim , audiência Pública, alertou do grande perigo que está eminente nosso serras e nascentes, com isso, cabe a todos os poderes à defesa da natireza! Jamais pode deixar que intereços econômicos sobreponha a proteção e cuidado do nosso meio ambiente!
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