O Ministério Público da Bahia instaurou um inquérito civil para investigar falhas no repasse de contribuições previdenciárias ao Instituto Municipal de Previdência Social de Correntina (IMUPRE). A apuração mira a gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e foi aberta pela promotora Suelim Iasmine dos Santos Braga
Segundo documentos analisados pelo MP, a prefeitura, administrada pelo prefeito Walter Mariano Messias (União Brasil), deixou de repassar a parte patronal entre janeiro e abril de 2025, efetuando apenas os descontos dos servidores. Relatórios internos mostram que os atrasos continuaram até pelo menos agosto daquele ano, sem regularização.
O município reconheceu os débitos, atribuindo-os a dificuldades financeiras, mas não apresentou plano de quitação. Informações consideradas pelo MP indicam que o passivo previdenciário pode ultrapassar R$ 30 milhões, valor ainda não confirmado oficialmente.
A promotora aponta risco à sustentabilidade financeira e atuarial do regime próprio de previdência, além de possível prática de improbidade administrativa e crimes de responsabilidade .
Como medidas iniciais, o MP solicitou documentos detalhados, plano de regularização da dívida e relatórios do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) . O inquérito tem prazo inicial de um ano, prorrogável.
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