Oito meses sem a educação inclusiva versus a educação reacionária e corporativista...


                                                      "A sabedoria, ás vezes, mora do outro lado da inteligência".

Oito meses sem avanços na educação inclusiva revelam um cenário marcado pela prevalência de uma lógica reacionária e corporativista. A ausência de políticas efetivas voltadas para a inclusão reforça desigualdades históricas e limita o acesso pleno ao direito fundamental de aprender. A educação, em vez de se afirmar como espaço de diversidade e emancipação, tem sido conduzida por interesses que priorizam estruturas de poder e manutenção de privilégios.

O contraste entre a promessa de inclusão e a realidade da exclusão evidencia a urgência de repensar o projeto educacional vigente. A insistência em uma lógica corporativista, que privilegia interesses parentares, sem competências, em detrimento do coletivo, mina a possibilidade de construir uma Itarantim mais justa. A educação, quando reduzida a instrumento de controle e manutenção de poder, perde sua essência transformadora.

Oito meses de retrocesso não representam apenas um lapso temporal, mas um sintoma de uma escolha política que rejeita a pluralidade e a participação. A superação desse impasse exige compromisso com uma educação que reconheça a diferença como valor e que se oriente pela inclusão como princípio. Sem isso, o futuro da escola permanece aprisionado em um modelo excludente, incapaz de responder às demandas de uma sociedade diversa e em constante transformação.

Ainda hoje não consigo entender a substituição de uma secretária da inclusão por alguém que se posiciona contra a inclusão educacional. É evidente que o diálogo da ex-secretária precisava melhorar para aproximar a gestão da classe. Contudo, Deus me livre e me guarde desta educação atual.

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