Lula pode vencer no primeiro turno com a desistência de Joaquim Barbosa, entenda

A decisão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de não concorrer à presidência da República redesenha o tabuleiro político e pode encurtar o caminho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rumo à vitória ainda no primeiro turno. As informações sobre os bastidores da desistência foram reveladas pela jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo.

O recuo de Barbosa ganha peso matemático diante do cenário eleitoral. Na pesquisa Quaest divulgada esta semana, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 41% da soma de todos os seus adversários. Como Joaquim Barbosa pontuava exatamente 1%, a sua saída retira esse ponto da oposição e deixa a disputa em um empate técnico exato de 40% para Lula contra 40% dos demais candidatos somados. Sem a dispersão provocada pelo ex-ministro, a margem para Lula liquidar a fatura na primeira rodada de votação fica significativamente mais estreita.

Os bastidores da desistência

Barbosa comunicou formalmente ao presidente do Democracia Cristã (DC) que está fora do páreo. O ex-ministro avaliou que não havia condições políticas e estruturais para sustentar uma campanha presidencial competitiva. Ele já havia condicionado sua participação a uma forte receptividade do eleitorado e a uma estrutura partidária robusta — o que incluiria alianças amplas, tempo de TV expressivo e recursos financeiros substanciais —, elementos que não se concretizaram.

Embora sondagens internas do DC apontassem algum potencial de crescimento, a pré-campanha de Barbosa não decolou. No levantamento Datafolha de junho, ele registrava apenas 1% das intenções de voto. Diante do prazo exíguo para as convenções partidárias (que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto), o ex-magistrado preferiu anunciar que não disputará o pleito.

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