O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) cassou, na quinta-feira (2), o mandato do vereador Diogo Azevedo (PSDB), de Vitória da Conquista, por infidelidade partidária. Azevedo deixou o União Brasil para se filiar ao PSDB após desentendimentos com a prefeita Sheila Lemos (União Brasil).
O vereador afirma ser alvo de perseguição política da gestora e diz que a decisão o surpreendeu. Ele alega possuir provas da participação da prefeita no processo e critica a relatora do caso, desembargadora Carina Canguçu, por supostamente não considerar argumentos apresentados pela defesa.
O conflito entre Azevedo e Sheila Lemos se intensificou após a prefeita lançar a pré-candidatura do marido, Wagner Alves, a deputado estadual, rompendo com o líder da oposição na Alba, Tiago Correia (PSDB). Correia, em resposta, apoiou a pré-candidatura de Azevedo a deputado federal, ampliando o racha político. A disputa resultou na exoneração de aliados do vereador na administração municipal.
A decisão ainda será analisada pelo plenário do TRE-BA, que definirá se mantém ou revoga a cassação. A prefeita Sheila ainda não falou oficialmente sobre o ocorrido e as declarações do vereador.
Repercussões políticas
Após a suspensão do mandato, interlocutores do governador Jerônimo Rodrigues (PT) procuraram Azevedo para discutir uma possível aliança no município. A proposta está em avaliação. O PSDB possui a maior bancada da Câmara de Conquista, com quatro dos 23 vereadores.
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