RAIO LASER/TB

Coluna do dia 21/10/2013

Prazo 
Democratas com acesso direto ao prefeito ACM Neto acham que ele, assim como alguns outros caciques da legenda, concorda em dar um tempo para o ex-ministro Geddel Vieira Lima mostrar que tem condições de se viabilizar como candidato a governador das oposições. A ideia é dar um prazo máximo de cerca de quatro meses para que Geddel possa provar que é viável e capaz de liderar todo o grupo rumo à vitória contra a chapa com que as forças alinhadas hoje ao governo do Estado decidirem lançar. Ao cabo dos quatro meses, caso o peemedebista não se credencie para a disputa, ultrapassando o percentual com que aparece nas pesquisas, o DEM se sentiria livre para tomar outro rumo, inclusive sair com candidato próprio.

Disputa
José Carlos Aleluia (DEM) está convencido de que pode ser escolhido candidato do partido ao governo. Conta com o fato de o ex-governador Paulo Souto revelar que não está com muita disposição para a disputa, que seria a sexta de sua vida, e com a pouca simpatia existente no DEM, embora velada, ao nome de Geddel Vieira Lima, que sairá pelo PMDB. Até agora, democratas e peemedebistas garantem que marcharão unidos em 2014. Sabem que, separados, não são viáveis.

Candidatíssimo
O deputado estadual Marcelo Nilo (PDT) dá mostras de que não vai arrefecer no seu projeto de se lançar candidato ao governo do Estado. É o que dizem colegas do pedetista, que passou a contar com o apoio de praticamente a quase totalidade dos colegas de Assembleia Legislativa. Ou seja, os petistas, e o governo, têm um problemão para resolver.

Prefeito
Apesar de ACM Neto (DEM) ter levado os louros pelos ingressos registrados no DEM por ocasião do fim do prazo de filiações, quem deu duro mesmo no partido, principalmente no interior, foi o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, que mergulhou fundo na tarefa de trazer novas lideranças para a agremiação, o que deixou o prefeito de Salvador muito satisfeito.

Conselho 
Aliás, há evidências também de que o governador Jaques Wagner (PT) mudou seu conselho político ou pelo menos afastaram-se dele os conselheiros tradicionais, que evitavam que ele pisasse em falso em relação a muitos temas, inclusive aqueles que não tem a obrigação de dominar muito, o que não deixava de ser um serviço extremamente útil para um chefe do Poder Executivo.

Grande expectativa
As evidências apontam para o dia de amanhã, terça-feira, como uma data de grandes acontecimentos na política baiana. É aguardar para ver o que vem de Brasília. E não deve vir algo leve.

Preferido
O governador Jaques Wagner (PT) sugeriu a um petista de quatro costados com quem se reuniu na semana antepassada, antes de sua viagem à Alemanha, que o adversário preferido para enfrentar o seu candidato à sucessão estadual, Rui Costa, é o peemedebista Geddel Vieira Lima. Acha que o líder do PMDB tem teto, ou seja, não passa do percentual graúdo com que se apresenta hoje nas pesquisas.



Pouco tesão?
O pouco “tesão” demonstrado pela senadora Lídice da Mata (PSB) para disputar o governo do Estado, patente no seu discurso de que quer ser candidata do governador Jaques Wagner (PT), estaria irritando setores da legenda que defendem com unhas e dentes a candidatura à Presidência da República do governador Eduardo Campos. Acham que “o palanque da Bahia” não vai funcionar.

Sem tato
Aliás, é com base no suposto pouco tesão revelado por Lídice da Mata para disputar a sucessão do governo que Jaques Wagner, sabiamente, determinou a petistas que parem de fustigá-la com provocações de que ela será uma candidata da oposição ao governo, a exemplo do que já fez o presidente do PT, Jonas Paulo, com sua habitual falta de tato.


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