ELEIÇÕES NA BAHIA 2014: João Leão é o vice de Rui Costa

Por: Luiz Fernando Lima e Juliana Nobre - Bocão News -

Como esperado,  o governador Jaques Wagner anunciou oficialmente a chapa majoritária que vai disputar a eleição em outubro. João Leão (PP) é mesmo o candidato à vice, como já havia adiantado o Bocão News. Os critérios foram objetivos: tamanho do partido, tempo de televisão, bancadas federal e estadual, prefeitos. Rui Costa, João Leão e Otto Alencar compõem a chapa governista. Ao ser questionado sobre a demora no anúncio, já que os critérios são estáticos,  Wagner argumenta que buscou o entendimento entre PP e PDT. Como não foi possível, partiu para a decisão. Apenas o governador Jaques Wagner conversou com a imprensa.




Em relação ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Marcellino Nilo (PDT) - que notoriamente ficou aborrecido com os critérios apresentados pelo governador -, Wagner disse que não acredita que o pedetista irá sair da base governista. Ainda ponderou que o momento é de ter calma e esperar a raiva passar. "É natural que as emoções aflorem, pois política se faz com paixão", acrescentou o petista.

Wagner refere-se à entrevista dada pelo pedetista à uma rádio, onde chegou a embargar a voz quando falou sobre a escolha do vice. Já nesta sexta-feira, o presidente da Alba ironizou no Twitter: “Leão já é o governador. Anuncia que Botelho fica no Detran. Já anunciou o plano de governo e Pinheiro é o coordenador da campanha. Quer mais?”.

Oposição 

O anúncio realizado na Governadoria incomodou a oposição que pode já questionar judicialmente o ato. O deputado estadual Bruno Reis (PMDB) criticou o uso do espaço para fazer o anúncio e acusa o governador de usar a “máquina pública” para fazer campanha. Em nota, o parlamentar afirmou que Jaques Wagner tem utilizado a estrutura de comunicação do estado e a sede da governadoria para fazer “política eleitoreira”, além de convocar a imprensa para o anúncio utilizando o espaço. "Fazer o anúncio da chapa para as eleições no seio da estrutura do governo do Estado é um desrespeito à Justiça Eleitoral, à ética, aos princípios democráticos e aos próprios eleitores. É, literalmente, usar a máquina pública para fazer política eleitoreira. Isso que é confiar na impunidade", afirma o parlamentar.

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