Março termina com os piores indicadores da pandemia e mais mortes de profissionais de enfermagem



No momento em que chegam de Brasília notícias de trocas de ministros e atritos com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rendem a maior crise militar desde 1977, os estados enfrentam, neste momento, o pior momento da pandemia de covid-19, que, pela primeira vez, atinge o país com mais força e de forma simultânea pelas regiões.

Já é consenso entre médicos e autoridades que o Brasil vive agora o pior momento da pandemia de covid-19. Confirmando a previsão de especialistas, março termina com os piores indicadores de toda a pandemia, escreve hoje no UOL a repórter Carolina Marins.

Entre os dias 8 e 28 de março, o Brasil teve consecutiva e diariamente 20 das 27 unidades da federação apresentando tendência de aceleração na média móvel de mortes por covid-19. Nunca o país teve tantos estados em tendência de alta e por tanto tempo quanto ao logo deste mês.

Este foi o mês em que quase todos os estados apresentaram tendência de aceleração na média móvel de mortes por covid-19. A única exceção é o estado do Amazonas, que teve apenas quedas depois de apresentar altas consecutivas em dezembro, janeiro e fevereiro.

Conforme avançam os índices de óbitos por todo o país, voltou a crescer no Brasil o número de profissionais de enfermagem que perderam a vida por conta da pandemia, escreve Guilherme Castellar. Antes de terminar, março já se tornou o mês em que mais houve mortes de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e obstetrizes por causa do novo coronavírus. Foram 114 óbitos até terça-feira (30), segundo levantamento do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).


Clarice Cardoso, do UOL, em São Paulo

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