Itarantim: LDO e a Emenda Impositiva são duas quedas de braço entre o Legislativo e o Executivo, mas também entre as oposições

 


O embate político entre alguns vereadores de oposição e de situação, em torno da votação da LDO e da Emenda Impositiva, deve ser levado a sério por todos os agentes políticos. De forma simples e direta, serão duas quedas de braço entre o Executivo e o Legislativo com reflexo direto na eleição do ano que vem.

Se o legislativo ganhar as quedas de braço, o parlamento municipal sai fortalecido e teremos em Itarantim um, digamos, “Semiparlamentarismo”. Se o executivo ganhar, sai fortalecido e impede o legislativo de avançar em sua seara de executor orçamentário.

No ano passado, só para lembrar, essas mesmas pautas não tiveram tanto destaque como agora. Toda essa discussão e visibilidade que presenciamos é, nada mais nada menos, por conta da eleição ano que vem.

A LDO é elaborada anualmente e tem como objetivo apontar as prioridades do executivo para o ano seguinte. Já a Emenda Impositiva, se aprovada, vai permitir que os vereadores destinem recursos do município para determinadas obras, projetos ou instituições.

O resultado dessas duas votações demonstrará o poder de articulação do executivo e do legislativo. Se o legislativo ganhar terá mais recurso a sua disposição, mais visibilidade, mais unidade e um discurso forte contra o prefeito ano que vem. Mas é importante lembrar, que talvez o mais interessado na derrota do "legislativo" não seja o prefeito, mas alguma ou algumas lideranças oposicionistas para enfraquecer o poder político do vereador Zeza, principal interessado na vitória e que já se declarou publicamente pré-candidato a prefeito.

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