Após Petrobras indicar recompra da RLAM, petroleiros acusam Acelen de demissão em massa e realizam protesto


Após a demissão em massa de trabalhadores da Refinaria Mataripe, antiga Landulpho Alves, 1.200 trabalhadores realizaram um protesto contra as demissões e uma paralisação das atividades nesta quarta-feira (6). O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, Deyvid Bacelar, afirmou que 170 terceirizados e outros 30 funcionários próprios tiveram os contratos encerrados.

A refinaria, que hoje é administrada pelo grupo Acelen, foi comprada da Petrobras em 2021 pelo fundo árabe Mubadala durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) por US$ 1,8 bilhão. Segundo Deyvid, as demissões tiveram início após o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, comunicar que estaria em negociação para que a estatal retomasse a operação da refinaria.

"Com a notícia de que o fundo Mubadala estaria chamando a Petrobras para fazer parte dessa negociação, e ela confirmou, a Acelen, que administra a refinaria, começou a demitir os funcionários. A paralisação tem como objetivo dar um recado de que não aceitaremos o que está acontecendo aqui", ressaltou Bacelar.

Deyvid ainda acrescentou que a federação recebeu denúncias referentes ao Terminal Madre de Deus, operado pela Transpetro, mas que também pertence ao fundo árabe. Trabalhadores afirmam que contratos de manutenção de tanques foram reduzidos, o que gerou demissões e também preocupação entre os funcionários do terminal.

"Querem reduzir os custos às vésperas do processo de negociação de recompra. Isso coloca em risco as vidas desses trabalhadores. Quando reduzem esses contratos, pode gerar acidentes, com lesões pessoais, com equipamentos e ambientais. É irresponsável", criticou ainda.

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