As últimas sessões ordinárias da
Câmara Municipal de Itarantim revelaram um cenário político de tensão crescente
entre parte do Legislativo contra o Executivo. O plenário tem se transformado em
arena de embates estratégicos, e, por vezes, pífios, onde a oposição, somada
a um vereador que parecia ser da base governista, busca de todas as formas
impor um xeque-mate à gestão municipal.
Dois episódios recentes chamaram a atenção de analistas políticos e observadores. O primeiro foi a tentativa de limitar os gastos do Executivo, reduzindo a margem de remanejamento da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 40%, enquanto o projeto original previa 80%. A justificativa da oposição era clara: não conceder um “cheque em branco” ao prefeito, como disse um vereador de oposição.
Contudo, a proposta foi derrotada por ampla maioria, oito votos
contra dois, evidenciando a força da base governista. Na prática, a intenção
de alguns vereadores era tornar o Executivo refém do Legislativo e obrigar o
prefeito a recorrer constantemente aos parlamentares sempre que necessitasse de
recursos ou remanejamento orçamentário.
O segundo episódio foi a
apresentação de um requerimento cobrando da Secretaria de Educação informações
detalhadas sobre os profissionais da rede municipal, seus locais de atuação,
carga horária e salários. A medida, vista como tentativa de expor fragilidades
da gestão, também foi rejeitada pela maioria absoluta dos vereadores da base.
Vale lembrar que esse tipo de solicitação pode ser feito diretamente à pasta,
sem necessidade de votação em plenário.
Apesar dessas derrotas, o clima
político não arrefece no legislativo. Pelo contrário, os bastidores indicam que uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI), antiga CEI municipal, está sendo articulada
contra o Executivo. O ponto crítico é que, para abrir uma CPI, basta uma
minoria simples: apenas quatro votos. Isso significa que, mesmo com a base
governista numericamente superior, o risco de implantação é real e o desgaste
institucional iminente. Três votos já são dados como certos; os de Zeza (PSB),
Carlos Alberto (PP) e Jeferson Moto Táxi (PSB). Alguém consegue adivinhar quem
será o quarto vereador a apoiar a iniciativa?
O detalhe mais intrigante é a atuação de determinado vereador cuja posição política tem gerado questionamentos e chamado a atenção dos próprios colegas. Não se sabe se ele é aliado ou opositor, mas rumores de bastidores apontam que suas digitais estão por trás das movimentações mais incisivas contra a gestão do prefeito. Essa ambiguidade pode se tornar o fator decisivo na balança de poder.
O que se observa, portanto, é uma parte do Legislativo que busca afirmar sua força diante de um Executivo empenhado em manter o controle. As chamadas “pautas-bomba” não são apenas instrumentos de fiscalização, mas também de pressão política, capazes de desgastar a imagem do governo e criar instabilidade. Há uma máxima na política que diz: “Você sabe como começa uma CPI, mas não sabe como ela termina.” Se instaurada, o cenário pode se tornar explosivo, colocando à prova não apenas a governabilidade, mas também a maturidade democrática da cidade.
Em tempos de polarização e disputas intensas, Itarantim assiste a um embate político que transcende os limites da administração pública e se aproxima da dramaturgia: cada sessão é um ato, cada votação um capítulo, e cada bastidor uma revelação. O desfecho, contudo, ainda está em aberto e dependerá da habilidade do Executivo e de sua base em conter as estratégias da oposição, bem como da postura daquele vereador que, segundo seus próprios colegas, não se define nem como situação nem como oposição. Sua atuação permanece como incógnita no tabuleiro político municipal, exigindo do prefeito uma resposta rápida, seja de aproximação, seja de isolamento.
essa cpi tem que sair mesmo para investigar a rachadinha e punir os culpados
ResponderExcluirÉ fácil vestir a capa de fiscal implacável quando se está fora do poder.
ResponderExcluirObservamos com um misto de surpresa e indignação a performance de alguns vereadores que, hoje, elevam a voz para cobrar do Executivo aquilo que eles próprios ignoravam ou permitiam quando estavam no comando ou davam suporte à gestão passada.
Essa postura de dois pesos e duas medidas não é zelo; é hipocrisia política. A crítica de hoje, por mais justa que pareça, perde sua força moral ao ser proferida por quem demonstrou ter uma memória curta e uma tolerância seletiva no passado.
Enquanto o plenário se enche com o ruído de cobranças tardias e oportunistas, é preciso destacar a administração do Executivo, que segue demonstrando compromisso e resultados.
A atual gestão tem mostrado uma atitude de trabalho sério e focado, promovendo ações que buscam o bem-estar da população, independentemente da gritaria política. É uma gestão que merece o nosso reconhecimento por fazer a diferença e manter o rumo apesar das distrações do "faça o que eu digo, mas não o que eu fiz" da oposição.
É hora de a população distinguir o debate construtivo do jogo político barato. O que o município precisa é de coerência e trabalho, não de palanques montados em cima de contradições passadas.
os vereadores de oposição estão em busca de criar problema para o prefeito e fazer barulho porque é o que eles sabe fazer
ResponderExcluirO que eu acho é que tem vereador se achando muito importante e querendo se valorizar ou se vender um dos lados que pagar mais isso é a verdade
ResponderExcluirTem vereador querendo ser importante em cima do nosso prefeito FG e vai se dar mau pode escrever o que estou dizendo
ResponderExcluirbando de puxa saco só sabe ver um lado e outros lados que sofrem não tem o direito de mostrar as vergonhas deste governo
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