Democratas pedem impeachment de Trump após ataque dos EUA à Venezuela

Um grupo de parlamentares do Partido Democrata nos Estados Unidos reagiu às recentes ações militares ordenadas pelo governo norte-americano contra a Venezuela. Os congressistas criticaram o bombardeio a diferentes localidades do país sul-americano e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, operações realizadas sem comunicação prévia ao Congresso, o que aprofundou a crise política em Washington.

A informação foi divulgada originalmente pela teleSUR, que acompanhou as reações no Capitólio e detalhou o posicionamento de líderes democratas diante da decisão tomada por Donald Trump,  presidente dos Estados Unidos. Para os parlamentares, a ausência de informações ao Legislativo em um tema de alta relevância para a política externa representa uma ruptura institucional grave.

A liderança democrata no Congresso passou a exigir explicações formais do Executivo. Em comunicado conjunto, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, e o líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, solicitaram que os congressistas fossem informados “a princípios da próxima semana” sobre os fundamentos e as consequências da ação militar.

No mesmo sentido, Gregory Meeks, principal representante democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara, afirmou não ter recebido qualquer aviso antecipado. “Nesse momento, recebi toda a informação pelos meios de comunicação”, declarou, ao criticar a condução do governo em um episódio de grande impacto internacional.

As dúvidas não se restringiram ao campo democrata. No Partido Republicano, o deputado Brian Fitzpatrick também demonstrou desconforto com a estratégia anunciada pelo governo. Ao comentar a ideia de que os Estados Unidos “assumiriam” a condução da Venezuela, afirmou que “o único país que os Estados Unidos deveriam ‘dirigir’ são os próprios Estados Unidos da América”.

Em resposta às críticas, Donald Trump declarou que o Congresso não foi informado previamente porque “tem tendência a filtrar” informações sensíveis. O presidente também afirmou ter pedido aos meios de comunicação que não divulgassem nada antes da ofensiva, sob o argumento de não colocar em risco as tropas norte-americanas.

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