Prefeito de Jequié confirma filiação ao PSB e deve deixar o PP

O prefeito de Jequié, Zé Cocá, confirmou que deixará o PP e se filiará ao PSB após uma articulação conduzida pelo secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola. A mudança partidária, tratada como estratégica pelo governo estadual, ocorre em um momento de reorganização das forças que compõem a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

A filiação de Cocá é vista no Palácio de Ondina como um movimento capaz de fortalecer o PSB, legenda comandada na Bahia pela deputada federal Lídice da Mata. A avaliação interna é de que o partido deve ganhar maior capilaridade e peso político, em linha com a estratégia de ampliação da base aliada — processo semelhante ao que, segundo interlocutores, foi conduzido pelo ministro Rui Costa (PT) no fortalecimento do Avante.

O convite para a migração partidária partiu do presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Andrade, aliado de Lídice e interlocutor próximo de Cocá. Embora o prefeito não manifeste, neste momento, interesse em compor a chapa majoritária nas eleições de 2026, seu nome segue sendo considerado como alternativa para futuras composições, inclusive para uma eventual candidatura a vice-governador.

Nos bastidores, a negociação envolveu compromissos do governo estadual com Jequié e municípios vizinhos. O pacote de investimentos discutido pode chegar a R$ 600 milhões, incluindo obras em andamento e outras previstas para os próximos meses, o que reforça o alinhamento político entre o prefeito e a gestão estadual.

A articulação agora se volta para a organização de um ato político de grande porte que oficializará as filiações, iniciativa coordenada por Loyola, Lídice e dirigentes do PSB. A expectativa é que Cocá leve para a legenda cerca de 20 prefeitos, número que pode superar 30 com a adesão de parlamentares estaduais.

Se confirmada a movimentação, o PSB ampliará sua bancada na Assembleia Legislativa da Bahia, passando dos atuais dois deputados — Fabiola Mansur e Soane Galvão — para sete, tornando-se a terceira maior força governista, atrás apenas do PT e do PSD.

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