O escritor itarantiense José A. Nunes, autor dos livros O Camponês e Naturalista e Vinte Anos de Solidão, anunciou nesta segunda-feira (20/04) que deve publicar em breve o seu terceiro livro, intitulado As cicatrizes do poder político. A obra, totalmente inédita, pretende examinar dinâmicas sociais e políticas presentes no cotidiano da pequena cidade de Itarantim, utilizando metáforas para discutir desigualdades, hierarquias e formas de invisibilidade que, segundo o autor, estruturam a vida pública local.
De acordo com informações divulgadas pelo escritor, o livro aborda a trajetória de lideranças políticas consideradas promissoras, mas que, apesar do envolvimento em processos comunitários, não alcançam posições de comando. Nunes utiliza a expressão “carregar o piano e não tocar” para descrever personagens que sustentam o funcionamento das estruturas políticas, mas permanecem afastados dos espaços de decisão.
A metáfora, segundo o autor, representa lideranças, trabalhadores e moradores que desempenham funções essenciais — como liderar, construir, limpar, organizar, executar projetos e transformar realidades — sem receber reconhecimento público. A obra aponta que, quando há falhas, a responsabilidade costuma recair sobre esses grupos; quando há acertos, o mérito é atribuído a instâncias superiores, aos filhos da burguesia reacionária. Essa dinâmica, afirma o escritor, contribui para a manutenção de uma economia moral baseada na invisibilidade dos que sustentam o cotidiano.
Outra imagem utilizada na obra é a de “tocar o piano desafinado”, associada a uma minoria que ocupa posições de destaque por critérios de origem social e econômica, e não necessariamente por competência técnica ou habilidade política. Segundo o autor, esse grupo seria responsável por decisões pouco fundamentadas, projetos de curta duração e ações voltadas mais à visibilidade do que à eficiência. Nunes descreve ainda a atuação de intermediários — referidos como portadores de um “complexo de vira-lata” — que reforçam essas estruturas, controlando narrativas e preservando a aparência de produtividade.
O livro também discute o que o autor denomina “mediocridade sustentada por privilégios herdados”, apontando que determinados grupos mantêm influência por meio da renovação de contratos, prestígio e redes de proteção. De acordo com a obra, esse mecanismo permitiria que erros fossem relativizados ou apagados, enquanto iniciativas de outros setores da sociedade enfrentariam obstáculos para avançar.
As cicatrizes do poder político ainda não tem data oficial de lançamento. Segundo o autor, a obra busca estimular reflexão sobre as relações de poder e os mecanismos de reconhecimento e exclusão presentes em pequenas cidades como Itarantim.
Já gostei do livro só pelo titulo, vou fazer questão de comprar e ler e também divulgar é claro né
ResponderExcluirQue escrita corajosa não é para qualquer um nesta cidade, todo mundo tem medo de falar as coisas. Você tem coragem e eu gosto desta sia coragem não é normal em nossa cidade. Aqui todo mundo morre de falar qualquer coisa, vc me representa
ResponderExcluirÉ verdade tem dois secretários que nao tem nenhum competencia mas pertence as familias que tudo mundo tem medo de falar. O HGL é um deles dar até pena ver o trabalho dele no dia a dia. uma figura sem nenhuma capacidade uma vergonha para itarantim
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