Comissão Popular de Meio Ambiente cobra fiscalização dos poderes constituídos sobre MINERAÇÃO IRREGULAR em Itarantim

O representante da Comissão Popular de Meio Ambiente de Itarantim, Juliano, fez uso da tribuna livre da Câmara Municipal de Vereadores, nesta terça-feira (25), para manifestar preocupação com atividades de mineração consideradas irregulares no município. Em sua fala, ele destacou que, apesar da existência de uma lei municipal sancionada no município de Itarantim para impedir a mineração predatória na região, uma empresa voltou a atuar pouco tempo após a audiência pública que havia determinado a suspensão das atividades.

Segundo Juliano, a comunidade está indignada com a continuidade das atividades da empresa, que teriam sido justificadas como monitoramento de nascentes. Ele ressaltou que a Comissão Popular de Meio Ambiente, formada por dez integrantes, foi a única a apresentar denúncia formal ao Ministério Público, e pediu maior engajamento do poder legislativo e demais poderes na fiscalização e cumprimento da legislação vigente.

O representante alertou para os riscos que a mineração pode trazer ao abastecimento de água do município, citando como exemplo a nascente da fazenda do senhor Filomeno, cuja análise apontou 93% de pureza e que abastece diversas famílias da região. Juliano afirmou que moradores já enfrentam dificuldades e doenças relacionadas à insegurança quanto à permanência da empresa em suas comunidades.

Ao final, pediu que os vereadores criem uma comissão para investigar as irregularidades e reforçou o apelo para que a lei municipal seja respeitada. A fala foi marcada por agradecimentos às lideranças comunitárias e ao público presente, além de um pedido de união em defesa das comunidades afetadas e das reservas hídricas e naturais da cidade de Itarantim.

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