A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no circuito do Campo Grande (Salvador), no último sábado de Carnaval, provocou uma reviravolta nas leituras políticas da oposição baiana. Ovacionado por milhares de foliões, Lula recebeu acenos, gritos de apoio e manifestações favoráveis ao seu terceiro mandato, em um cenário que contrasta com a expectativa de desgaste construída por adversários locais.
Nos últimos meses, lideranças ligadas ao ex-prefeito ACM Neto e ao atual prefeito Bruno Reis vinham apostando em uma suposta queda de popularidade do presidente. A estratégia era de que esse enfraquecimento nacional respingaria sobre o governador Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição. A demonstração de força popular durante a festa, no entanto, acendeu o sinal vermelho e impôs dúvidas sobre a eficácia da linha de confronto direto com Lula.
ACM Neto, que em 2022 adotou postura de neutralidade no segundo turno presidencial diante da alta aprovação do petista na Bahia, hoje se coloca como opositor ferrenho. Ele já declarou que estará em campo adversário na disputa eleitoral, apostando no desgaste do presidente como trunfo político. O calor da recepção carnavalesca, porém, sugere que a influência de Lula no estado permanece significativa, reabrindo cálculos e obrigando a oposição a reavaliar sua estratégia.
O episódio reforça a centralidade da figura presidencial no tabuleiro baiano e indica que, mesmo em meio às tensões nacionais, o vínculo de Lula com o eleitorado local segue sólido.
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