UPB define que artistas com cachê acima de R$ 700 mil ficarão de fora do São João da Bahia em 2026

O presidente da Câmara de Cruz das Almas, Euricles Neto, confirmou que artistas com cachê superior a R$ 700 mil não serão contratados para o São João do município em 2026. A decisão segue uma orientação discutida entre prefeitos baianos e visa conter o aumento considerado excessivo nos valores cobrados por atrações nacionais.

Segundo Euricles Neto, nomes como Wesley Safadão e Simone Mendes, que estavam entre as possibilidades avaliadas pela organização do evento, foram descartados por ultrapassarem o teto estabelecido. Outros artistas de grande porte, que também operam na mesma faixa de preço, devem ficar de fora da programação.

A medida foi definida após reunião realizada pela União dos Municípios da Bahia (UPB), com participação de gestores de diversas cidades do estado. No encontro, os prefeitos deliberaram pela adoção de um limite máximo de R$ 700 mil por atração, como forma de frear o aumento “assustador” dos cachês de um ano para o outro. 

A proposta integra um movimento mais amplo, articulado entre prefeitos, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a própria UPB, para garantir maior responsabilidade fiscal na contratação de artistas para o São João de 2026. O objetivo é valorizar artistas locais e regionais, além de assegurar que os municípios mantenham equilíbrio financeiro ao organizar seus festejos.

A discussão ganhou força após a divulgação dos cachês pagos em 2025, muitos deles acima do novo teto sugerido. Entre os valores mais altos registrados estão:

  • Wesley Safadão – R$ 1,1 milhão
  • Jorge e Mateus – R$ 900 mil
  • Nattan – R$ 900 mil
  • Zé Neto e Cristiano – R$ 804 mil / R$ 800 mil
  • Ana Castela – R$ 805 mil
  • Simone Mendes – R$ 800 mil
  • Bruno e Marrone – R$ 784 mil
  • Maiara e Maraísa – R$ 754 mil
  • Ivete Sangalo – R$ 750 mil
  • Leonardo – R$ 750 mil
  • Pablo – R$ 710 mil

Com a definição do teto, prefeitos pretendem encaminhar a pauta ao MP-BA, que fiscaliza a aplicação dos recursos públicos destinados às festas juninas. A expectativa é que a medida incentive contratações mais equilibradas e amplie o espaço para artistas regionais nos palcos do São João baiano.

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