30 anos da urna eletrônica: Quem são as 'mentes da tecnologia' por trás da urna eletrônica no Brasil
E foi em São José dos Campos, conhecida por ser polo
tecnológico brasileiro, que o embrião dessas máquinas nasceu.
Os técnicos que desenvolveram a
urna foram chamados de ‘ninjas’. Eram eles: Paulo Nakaya, Mauro
Hashioka e Antônio Ésio Salgado, o ‘Toné’, todos do Inpe,
além de Oswaldo Catsumi, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv),
ligado à Aeronáutica, além de Giuseppe Janino. Todos liderados por
Paulo Camarão. (veja foto acima)
"Coordenar uma equipe
eclética como a do projeto da urna eletrônica não foi tarefa muito fácil,
principalmente porque envolvia perfis diferenciados voltados à área de
informática, como hardware, software, segurança, logística e outros. O desafio
e objetivo de alcançarmos o sucesso e contribuir para a garantia de eleições
seguras foi determinante para união do grupo", relembrou Camarão.
Concebida no eixo Brasília (DF) - São Paulo (SP), o
aparelho teve como base para seu desenvolvimento as mentes de engenheiros e
pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), ambos no interior paulista. O grupo foi
batizado de 'ninjas'.
E foi em São José dos Campos, conhecida por ser polo
tecnológico brasileiro, que o embrião dessas máquinas nasceu.
Concebida no eixo Brasília (DF) - São Paulo (SP), o
aparelho teve como base para seu desenvolvimento as mentes de engenheiros e
pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), ambos no interior paulista. O grupo foi
batizado de 'ninjas'
E foi em São José dos Campos, conhecida por ser polo
tecnológico brasileiro, que o embrião dessas máquinas nasceu.
A ideia de informatizar o voto
começou a ganhar força entre o fim dos anos 1980 e começo da década de
1990, mas foi exatamente em 1995 que a Justiça Eleitoral resolveu tirar do
papel a ideia da urna como conhecemos hoje.
Em entrevista ao g1,
o ex-ministro Carlos Velloso, que assumiria a presidência do TSE à época,
contou que a ideia surgiu em conversa com o então superintendente do Serviço
Federal de Processamento de Dados (Serpro) do órgão, Paulo Camarão, durante uma
partida de tênis, em Brasília, em dezembro de 1994.
Na presidência, Velloso contou
que nomeou Camarão como secretário de informática do Tribunal. A
partir daí, foi criada uma comissão dividida em cinco sub-relatorias: Código
Eleitoral, Reforma Partidária, Sistemas Eleitorais, Financiamento de Campanhas
e Informatização do Voto.
Da conversa na partida de tênis à instituição das comissões, foram cerca de quatro meses. De lá até a entrega da primeira urna eletrônica, segundo Camarão, foram mais 12 meses, totalizando 16 meses da ideia à execução do projeto.
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