Porto Seguro, no sul da Bahia, foi o segundo município do país que mais recebeu recursos provenientes das emendas parlamentares atribuídas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, atualmente investigadas pela Polícia Federal. As apurações apontam um suposto esquema de desvio de verbas públicas por meio de indicações feitas entre junho de 2024 e março de 2026.
Segundo a PF, embora os pedidos de repasse fossem formalizados em nome de diferentes deputados federais, as decisões sobre a destinação dos recursos teriam sido tomadas por Costa Neto. Ao todo, R$ 119 milhões em emendas são alvo da investigação, dos quais R$ 97 milhões foram empenhados na semana anterior ao limite para envio de recursos federais antes das eleições municipais de 2024. Levantamento publicado pelo jornal O Globo indica que parte significativa desses valores foi direcionada a candidatos do PL ou apoiados pelo partido.
Entre os municípios beneficiados, Porto Seguro recebeu R$ 24,9 milhões, o segundo maior valor da lista, empenhado em 26 de junho de 2024. No mesmo ano, o prefeito Jânio Natal (PL) disputou a reeleição e venceu com 45.601 votos, correspondentes a 53,94% dos votos válidos.
Outro município baiano citado nas investigações é Morro do Chapéu, que recebeu R$ 4,7 milhões após outubro de 2024, quantia inferior à destinada a Porto Seguro. A cidade reelegeu a prefeita Juliana Araújo (PDT), que contou com apoio do PL durante o pleito.
Além de Porto Seguro e Morro do Chapéu, outras cidades aparecem entre os principais destinos das 21 emendas listadas pelo ministro do STF Flávio Dino, relator das ações relacionadas ao caso. Entre elas estão Suzano (SP), Caraguatatuba (SP), Bebedouro (SP), Ubatuba (SP) e o município do Rio de Janeiro (RJ). De acordo com o Supremo, a maior parte dos pagamentos já foi realizada.
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