Convite ao Pensar: A estratégia política de algumas lideranças de Itarantim diante da disputa presidencial

A movimentação política de algumas lideranças de Itarantim, que divulgaram fotos oficiais ao lado de seus candidatos para as eleições de 2026, expõe não apenas alinhamentos eleitorais, mas também omissões estratégicas. O prefeito Fábio Gusmão foi o único, até o momento, a apresentar o “time completo”, incluindo todas as esferas da disputa. Já Ana Paula Dantas, Dudu dos Tutas, Joelan Sobrinho e Du Almeida limitaram-se a aparecer ao lado apenas dos candidatos a deputado estadual e federal, deixando de fora a imagem do presidenciável.

Esse detalhe tem provocado debate entre eleitores da cidade. A ausência de registros oficiais com candidatos à Presidência da República, especialmente com Flávio Bolsonaro ou Ronaldo Caiado, chamou atenção. Embora Dudu tenha declarado na tribuna da Câmara apoio a Jerônimo Rodrigues (PT) e a Lula, não houve foto oficial ao lado de nenhum dos dois. Os demais líderes, por sua vez, não se posicionaram publicamente com o presidenciável escolhido. O resultado é uma cobrança direta de uma parte do eleitorado, que interpretam a falta de imagens como ausência de coragem ou de clareza política por parte de seus “representantes locais”.

O silêncio também virou munição para a ala mais radical e fiel a Lula, que ironiza a situação e lança o desafio: quem será o primeiro líder a aparecer oficialmente ao lado de Flávio Bolsonaro em Itarantim? A questão ultrapassa o simbolismo. Em tempos de redes sociais, a imagem publicada tem peso político e eleitoral, seja positivo ou negativo. A hesitação em se associar a determinados nomes revela o cálculo das lideranças, que preferem evitar desgaste imediato em um cenário polarizado, especialmente na Bahia, onde o candidato enfrenta alta rejeição. Ou, ainda, pode indicar alinhamento a orientações vindas da esfera estadual.

O episódio mostra que, em Itarantim, a disputa não se limita às urnas, mas também à narrativa construída nas ruas, nas redes e na percepção pública. A ausência de posicionamento claro pode ser interpretada como estratégia, mas também como fragilidade, e até como “traição política”. No fim, o eleitorado cobra transparência e atitude: afinal, de que lado estão, de fato, essas lideranças locais? De Flávio Bolsonaro, de Ronaldo Caiado, de  Augusto Cury ou de Renan Santos?


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