Remédios falsificados contra câncer eram vendidos a hospitais de vários estados, revela Polícia Civil

Uma organização criminosa suspeita de falsificar medicamentos utilizados no tratamento contra o câncer e de lavar dinheiro proveniente da comercialização dos produtos é alvo de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (5) em seis municípios do estado de São Paulo. A ação é coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil.

Segundo as investigações, o grupo vendia os medicamentos falsificados para hospitais de diferentes regiões do país. As apurações apontam que foram emitidas notas fiscais para compradores localizados em pelo menos sete estados brasileiros. Até o momento, não há confirmação de que a Bahia esteja entre os destinos das cargas comercializadas pelo esquema.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. Três pessoas já foram presas durante a operação. Além das medidas judiciais, foi determinado o bloqueio de R$ 15 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados. A Justiça também autorizou a suspensão das atividades de sete empresas suspeitas de envolvimento nas irregularidades.

Os mandados são executados nos municípios de Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e na capital paulista. As equipes buscam reunir novas provas sobre a atuação do grupo e identificar a extensão da rede de distribuição dos medicamentos falsificados.

A ofensiva representa mais uma fase da Operação Laziosi, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. As investigações prosseguem com o objetivo de responsabilizar os envolvidos e interromper a comercialização dos produtos que poderiam colocar em risco a saúde de pacientes em tratamento oncológico.

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