O Tribunal do Júri realizado
nesta terça-feira (14), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, condenou dois homens
pelo assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira,
conhecida como “Mãe Bernadete”. Foram condenados o executor do crime, Arielson
da Conceição Santos, a 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, e o mandante,
Marílio dos Santos, a 29 anos e 9 meses de prisão.
Eles foram condenados pelo
homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel,
mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com uso de arma de uso
restrito. A acusação foi sustentada no júri pelos promotores de Justiça
Raimundo Moinhos e Felipe Pazzola.
Na sentença, a juíza Gelzi Maria
Almeida Souza Matos manteve a prisão preventiva de Arielson. Já em relação a
Marílio, foi expedido mandado de prisão, que segue pendente de cumprimento.
Durante o julgamento, a atuação do Ministério Público destacou a articulação
criminosa e a motivação do assassinato, vinculada à atuação de Mãe Bernadete
contra a expansão do tráfico de drogas no Quilombo Pitanga dos Palmares,
localizado no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Para o filho de Mae Bernardete, Jurandir Pacifico, ‘foram dois dias cansativos, mas o que fica e a sensação da justiça sendo feita. Foi doloroso, um crime tão brutal que abalou não só a Bahia, mas o Brasil e o mundo. A defesa, como sempre, tentando defender o indefensável. Mas a gente tem que ter discernimento para ouvir e não absorver tudo isso. No final deu tudo certo. Se fez justiça’, destacou.
Outros três denunciados Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus, ainda serão submetidos a julgamento.
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